quinta-feira, dezembro 30, 2004

MMV



Tenho perdido horas, horas demais noutros lados para as perder aqui, o que nem sequer é mau sinal, apenas meu sinal. mas vem aí mais um acabado em 5, acho que o último foi em 1995. se continuar por aqui, geográficamente, desejo a todos uma boa companhia. xxx

sexta-feira, dezembro 17, 2004

cavalo de tróia, disse ele

sim foi o que tinha pensado e depois ele afirmou: a entrada da turquia na ue será o cavalo de tróia do islamismo na europa. e sim não me custa nada a aceitar essa afirmação ligeiramente xenófoba e estremamente racial- e não racista. há 50 anos que os turcos não se integram na alemanha (lembremo-nos daquele caso que o pai turco pegou fogo com gasolina à filha e ao namorado alemão) e dificilmente o farão à escala europeia. alguém dizia na tv que é uma questão de verniz, de camadas de verniz... continuamos a não aceitar as nossas diferenças, pois há algo a que se convencionou chamar direitos humanos. o islamismo e o liberal-cristianismo estão e estarão de costas voltadas para todo o sempre, basta pensar nas raízes à flor da pele que cada ramo transporta, para entender, mas e as pessoas? sim, as pessoas? a globalização tem destas manhas: não há pessoas, apenas interesses colectivos. é a pior fase do sonho marxista-leninista, o fim do indivíduo para o bem da classe. o durão até lhe apetece estender as fronteiras a leste e poder contar com o titânico exército turco para a execução das directivas da união a que preside - porventura esquece-se que pode muito facilmente ficar refém deste exército, tal como o está agora em relação aos usa. a conversa de que será a aproximação do mundo ocidental e democrático ao mundo islâmico - bastando para isso reconhecer o chipre!!! então e o resto??? - e que com isso se desvanecerão as diferenças civilizacionais que levam ao fanatismo e terrorismo é de uma naiveté atroz, e mesmo falsa, ou não soubéssemos que os verdadeiros interesses por trás são outros. por uma vez, oiçam o kadhaffi. eu, deste lado, continuo a não gostar da fusão na world music.

sábado, dezembro 04, 2004

Train in Vain?



São, sem dúvida, os sucessores da troupe Phyton. A série Big Train, aliás, segue os mesmos princípios: sketches com aquele humor britânico non sense que continua avant garde passados trinta anos... Mas Big Train irrita-me profundamente, depois de largos minutos de pura diversão e estímulo intelectual: é que percebo o quão longe estão os novos comediantes portugueses destes exercícios de humor, e ponho logo em causa, inflamadamente, o adjectivo de génio que começa a ser usado por dá cá aquela palha na imprensa amiga portuguesa. E irrita-me porque gostava que pudéssemos «competir» à altura com o que continua a vir lá de fora pela janela grande. Uma questão de tempo? Ou de génio? We shall see... Se compararmos com a música, onde já vamos conseguindo competir em termos inspiro-qualitativos, e onde apenas levamos 20 e poucos anos de trabalho, o humor português tem um percurso muito anterior mas também muito mais «quebrado». E sim, também sou daqueles que continuam a achar os filmes do Vasco Santana e Cia. o melhor que se fez por cá, juntamente com os discos ao vivo nas revistas do Solnado mais o ímpeto criativo dos primeiros tempos do Tal Canal...
Agora, dêem-me o People Like Us ou o Big Train anytime e não me obriguem a chamar «génio» a nenhum tipo com problemas capilares mal resolvidos ou filiações partidárias muito, mas mesmo muito duvidosas, hehe...

sexta-feira, dezembro 03, 2004

JJ

É um dos compositores mais interessantes e interessados dos últimos 30 anos. Juntamente, talvez, com Elvis Costello, desbravou terrenos pantanosos muito para além da new wave em que se iniciou. Do pop ao swing, dos seus opus instrumentais e bandas sonoras nova iorquinas até flirts com o jazz, criou a sua night music. Obras fundamentais? Várias, mas «Night & Day» é talvez o seu cd imprescindível, mesmo para não fãs. Joe Jackson merece ser ouvido, de dia, à noite, talvez acompanhando a escrita ou outro trabalho activo reflexivo. Fica aqui uma pequena vénia, porque sim.